25 novembro 2007

Epifania


Daqui a alguns anos (muitos, muitos!) quando não houver Natal na casa da minha mãe...

... vou ter Natais muito tristes.


Quem dera conseguir, porque sei que terei que ser eu a alterar este rumo!...

11 outubro 2007

Recém-mamã: L

Prometido é devido e cá está o post que vai explicar a minha recente falta de tempo para tudo! Demorou algum tempo porque... tempo é exactamente o que me falta e porque queria autorização dos intervenientes para publicar o post. Pois, para variar não é sobre mim!

Trabalho, como sabem numa pequena empresa. Somos três no escritório: o chefe, eu e a L que foi contratada, estava eu gravidérrima, para me substituir na minha licença de maternidade.
A sua capacidade de organização vai muito além do escritório, ela organiza e planeia tudo desde o trabalho, à casa e até a vidinha. Só que a vidinha trocou-lhe as voltas e baralhou-lhe os planos tão bem feitos e pensados: A L não conseguia engravidar. Apesar dos seus 24 anos (na altura), apesar de ser saudável, apesar de o marido também não ter quaisquer problemas a cegonha teimava em não chegar.
Três anos passados e a nossa amizade consolidada, a L contou-me finalmente o seu grande segredo. Alguns problemas foram descobertos e a infertilidade (palavra horrorosa!) teria que ser "atacada" de outra forma. FIVs. Pelo que eu percebi, uma FIV é uma Fertilização In Vitro e só é feita depois de várias outras hipóteses esgotadas, como por exemplo a inseminação artificial.
Três anos a tentar ser mãe, a ter aquele desejo ardente de ter o seu bebé, a sonhar com o dia em que veria dois risquinhos no teste, a sofrer de alegria e tristeza misturadas quando alguém próximo anunciava uma gravidez. Três anos em que ela viu o meu menino crescer de perto, acompanhou aquele momento em que também eu perdi a mana dele, assistiu à minha alegria ao contar aqueles momentos especiais entre mãe e filho e sofreu em silêncio. A L insistia em não contar a ninguém o seu problema, é uma pessoa reservada apesar de alegre e tagarela... (:P pa ti L!) E de qualquer forma é difícil para alguém compreender a magnitude de sentimentos que arrasam quem passa por este tipo de problemas se não os viver também. Por isso, a L obteve o apoio que necessitava entre as e os mebros de um site: o da API - Associação Portuguesa de Infertilidade. Visitei pela primeira vez o forum da API há poucos dias e sabem que mais? Fez-me lembrar o do BC quando entrei. A disponibilidade e a generosidade das pessoas está lá, salta à vista que sofrem mas fazem-no ajudando outros e disponibilizando-se de alma e coração. Foi emocionante para mim que, já sabem, sou uma piegas e só de pensar nisso fico com os olhos rasos de água!
Três anos volvidos e a cegonha finalmente chegou! A L esteve "grávida de coração" e já é mãe. Tudo isto num espaço de menos de um mês! Pronto, agora é que eu baralhei tudo! LOL
A cegonha chegou na forma de um telefonema da Segurança Social e de uma voz que disse "temos uma criança para si".

Esta é a história dela, contada pelas suas próprias palavras no site da API, e que ela me autorizou a transcrever para aqui:


"Olá, miguinhas!

Desculpem-me a falta de respostas, mas no trabalho ando a ter umas aulas intensivas de puericultura com a minha colega e em casa ando em pinturas e arrumações para receber o meu pimpolho.
Ora bem, vou tentar responder a todas as perguntas, perdoem-me se me escapar alguma coisa.
Em Setembro de 2005 descobri que uma amiga minha, que andava a fazer Fivs sem sucesso à 8 anos, tinha adoptado um menino de 4 meses dps de uma espera de 4 anos.
Na altura eu já sofria de infertilidade à um ano e meio, e vê-la ali tão feliz, agarrada ao menino tão pequenino, tão bonito, despertou-me a minha vontade de adoptar.
Uma vontade que não começou nesse dia, mas há muitos e muitos anos atrás, quando eu era pequenina, não me lembro se tinha dez ou onze anos e via nos noticiários que as pessoas abandonavam os bebés nos caixotes do lixo, eu sempre que ia para a escola levava o caminho todo a espreitar os caixotes do lixo para ver senão haveria lá um bébézinho que eu pudesse ficar com ele.
Ora, o quê que eu pensei sofrendo de infertilidade e vendo a minha amiga tão feliz com o menino dela: Vou adoptar! Quem sabe não será essa a minha sina, não dizem que vimos ao mundo com um propósito, quem sabe não é este o meu destino.
Levei um ano a digerir esta ideia enquanto ia fazendo ttt, sempre negativos, e em Junho de 2006 decidi que ia seguir com o processo para a frente.
Fui ao site da Segurança Social, imprimi os impressos de adopção e lista de documentos necessários e liguei para a Segurança Social de Faro a marcar uma entrevista.
Como eu não queria faltar mais ao trabalho e como elas estavam de férias em Agosto, a 1ª entrevista viria a realizar-se no final de Setembro.
Tive 3 meses para preparar toda a documentação, sofri muito com as perguntas do questionário, tive muitas vezes para desistir do processo, mas uma força interior, que eu não sei explicar de onde, surgia e ia-me empurrando para a frente.
Quando fomos à primeira entrevista já levávamos os questionários preenchidos e toda a documentação necessária, a sra. que nos atendeu, ficou muito espantada por já levarmos tudo, porque naquela primeira entrevista é que eles dão os questionários e a lista com a documentação necessária. Ora eu assim acabei por poupar 3 meses no processo, porque o tempo só começa a contar quando se entrega tudo.
Disse-nos que o tempo de selecção demora 6 meses, mas que elas estavam a levar mais um bocadinho.
Digo-vos uma coisa saí daquela entrevista com vontade de desistir, porque a sra. foi muito dura connosco, disse-nos que os bebés para adoptar são maioritariamente filhos de toxicodependentes ou vítimas de violência domésticas e nós saímos de lá muito traumatizados, sei que no dia seguinte bati com o carro no passeio e rebentei com o pneu, num sítio onde eu passava há dois anos diariamente e sem problemas, tal era a minha desorientação. O meu marido até queria desistir porque estávamos os dois muito traumatizados, até acabou por me confessar que tinha partido o espelho de um carro porque também estava distraído.
Bem, o tempo passou e em Março de 2007 fomos chamados para irmos à 2ª entrevista com a psicóloga e a Assistente Pessoal, também elas muito duras connosco, com os porquês e dúvidas em relação à nossa decisão e ttt, enfim coisas normais para elas, mas para quem está fragilizado e ainda por cima a sentir-se avaliado pela psicóloga que não só interpreta as nossas palavras como também os nossos gestos, é muito complicado.
Nós escolhemos uma criança até aos 2 anos, menino ou menina e que fosse branquinho e saudável. Disseram-nos logo que era muito difícil, e aconselharam-nos a alargar a idade, mas nós como estávamos em ttt, decidimos deixar assim pelo menos 4 ou 5 anos e até lá não engravidasse e não aparecesse nenhuma criança, aí sim alargávamos até aos 3 anos.
Saí de lá tal como tinha saído da 1ª entrevista, tal como se tivesse sido atropelada por um camião.
Duas semanas depois, já em Abril, na 2ª a seguir à Páscoa, as Dras. foram lá a casa. Bem, levei o fim-de-semana a puxar o lustro à casa, para nada. Mal entraram lá em casa, muito simpáticas, ficaram encantadas com o espaço que tinhamos e nem entraram nos quartos, ficaram-se pelo corredor e depois sentámo-nos na sala a conversar um pouquinho. Mas muito simpáticas, pareciam nossas amigas, muito muito mais divertidas e amistosas.
Bem, 2 ou 3 semanas depois recebemos o certificado a dizer que tínhamos sido aceites como candidatos a adoptantes.
E depois, o resto vocês já sabem, telefonema a 11 de Setembro que a partir de agora vai ter outro significado para mim, já não é o dia que atacaram a América, mas o dia que a cegonha me telefonou!
No dia 12 tivemos uma reunião com elas e ficámos a saber que o nosso bébé é um menino (...) e tem 9 mesinhos. Agora temos que ir para o refúgio diariamente durante uma semana aprender a cuidar dele e a conhecer os hábitos que ele já adquiriu e depois nos fim de semana seguinte trazêmo-lo para casa.
Estava marcado para a próxima semana, mas como a minha colega vai de férias e ela já desde Dezembro que não tem férias e adiou as férias de Julho para eu fazer a minha inseminação; e na semana seguinte o refúgio já está ocupado, porque eles só fazem uma adaptação a um casal por semana; ficou marcado para dia 2 de Outubro.
Estou muito, muito feliz, os dentes nem me cabem na boca! hihihihihi
Mas estou a contar os dias. Agora só faltam 18 dias para eu conhecer o meu menino.
Muito obrigada a todas pelo apoio que me têm dado, perdoem-me se não respondi a todas as mensagens privadas, mas ando mesmo muito ocupada.
Afinal de contas só tenho quinze dias de gravidez e tenho que pintar e arrumar o quarto, comprar todas as coisitas que ele precisa e ainda tenho que aprender a tratar de um menino de 9 meses.
Trabalho de manhã há noite, mas não reclamo, é por um causa muito nobre, a melhor causa da minha vida. E assim o tempo também passa mais depressa.
Muitos beijinhos a todas."

Assim se sabe porque é que este ano eu tenho só uma semana de férias, assim se sabe porque não me importo nada com isso e assim se sabe porque é que eu não tenho tempo para nada. É que... L, TU FAZES MUITA FALTA LÁ NO ESCRITÓRIO, RAPARIGA!!! Isto de tentar recuperar o trabalho que não fiz nas férias e fazer o teu quando o chefe resolve ausentar-se dias inteiros tem mais que se lhe diga!
Ando cansada e chego ao fim do dia sem energia para muito mais. Quer dizer, muito mais que não seja lidar com o pequeno Furacão Bé e o grande Furacão Pai! Não há blogs, não há livros, não há missangas, não há pondo cruz, não há swarovski que me mantenha acordada mais tempo que o necessário! O meu único hobbie é adormecer em frente à televisão! Já nem acompanho séries nenhumas porque nem me lembro do que via antes! Mas... Vá-se lá olhar para aquelas carinhas felizes e dizer que não vale a pena! Claro que vale!!!

Esta é a minha pequena homenagem à L, à sua coragem e força, à sua vontade de amar, à sua perseverança, à sua vontade férrea... Estou feliz por ti, Amiga, mais feliz só se fosse meu! LOL
Há coisas inexplicáveis! Tudo se encaixa no tempo certo e fico feliz por te dar todo o apoio que precisares. Tu sabes o que quero dizer...

Pázinha!

Das tantas coisas que tenho para dizer, quero começar por ti.

Assim posso começar por me maravilhar contigo, comigo, connosco... Já sei, estás com dúvidas, mas é verdade: somos uma pequena maravilha. Sim!

Repara: moramos a centenas de kilómetros uma da outra e vemo-nos só uma ou duas vezes por ano, quando vens cá. No entanto, seguimos atentamente a vida uma da outra através dos nossos blogs e criámos uma amizade bonita.

Quando nos olho não tenho dificuldade em descobrir porque te entrego a minha amizade.

Quando te olho tenho ainda menos dificuldade em descobrir uma grande mulher. Uma mãe exemplar e babadíssima! Uma amiga sincera e disponível, uma pessoa inteligente e correcta. Eu sei, isto já são palavras a mais para te dizer algo tão simples como: gosto de ti. Admiro-te. Admiro a tua generosidade, o teu carácter e a tua força. E sei que vais atravessar este momento menos bom como se fosse uma ponte. Passo a passo, com firmeza.

Cada dia é um novo passo e a cada passo estás mais perto de o/a teres nos braços.

Sei que tens força para lá chegares, mas estou aqui a dar-te da minha também para quando te apetecer descansar.

A ti, Amiga, um grande abraço e muitos beijos.

You\'re in my Prayers
Comment Graphics at pYzam.com

PS - Sei que vou um cadinho atrasada, mas já me conheces... não é defeito é... Falta de tempo! ;) (no post que se segue descobres porquê)

10 outubro 2007

Há mais...

Há. Realmente há muito mais mas hoje já é muito tarde e as pessoas de quem quero falar merecem mais do que meia-dúzia de palavras mal alinhavadas.

Beijos. Até amanhã!

E era uma vez umas férias...



Pró ano há mais!

14 setembro 2007

Férias!

Na próxima semana encontram-me aqui...



Imagem: David Letts - "Streets of Óbidos"

Ahhhhhhh! Férias!



02 setembro 2007

What does my birth date mean?

Your Birthdate: September 10

Independent and dominant, you tend to be the alpha dog in most situations.
You're very confident, and hardly anything ever shakes you.
Mundane tasks tend to drain you - you prefer to be making great plans.
You are quite original. When people don't "get" you, it bothers you a lot.

Your strength: Your ability to gain respect

Your weakness: Caring too much what others think

Your power color: Orange-red

Your power symbol: Letter X

Your power month: October

24 agosto 2007

'Desafogo' de mãe babada!

Há uns dias fui tirar radiografias com o Bé: Achou o máximo. Portou-se muito bem e encantou todos os técnicos e profissionais que falaram com ele.

Uns dias depois tivémos que ir tirar sangue e fazer umas análises: Foi um herói! Achou um piadão ver o sangue dele sair para dentro da seringa, ria-se enquanto urinava para dentro do copinho, não achou lá grande piada à cotonete que lhe meteram no nariz e ia batendo na analista quando ela lhe enfiou outra cotonete pela goela adentro.

Sou mesmo uma mãe babada... e tenho muito boas razões para isso!
Foto 07-09-2004

07 agosto 2007

Tempo passado

Há um ano atrás perdi-te.
As palavras de consolo pouco ou nada me diziam...

"Talvez seja melhor assim"


"A Natureza sabe o que faz"


"Deixa lá... Tens tempo para mais"
Hoje estou aqui. Estou bem. Estou feliz. Não te esqueci mas também já não me dóis como doeste. O Tempo foi mesmo dono e senhor da dor e eu acabei por lha devolver. És agora uma recordação um pouco triste daquilo que não foi e poderia ter sido. Serias linda, eu sei.
Talvez seja melhor assim. A Natureza sabe o que faz.
Não é o que se diz?
:)

02 agosto 2007

Bohemian Rhapsody

Este vídeo intitula-se Bohemian Rhapsody - 25 Most Annoying Voices.

Se elas são annoying ou não... são outros quinhentos. Eu gostei deste video menos pelas vozes imitadas e mais pelo excelentes maneirismos. Foram muito bem apanhados!

01 agosto 2007

Beijo

Tenho gostado sempre das músicas que ouço do Pedro Abrunhosa, até da voz dele eu gosto desde que ele não tente cantar mesmo! Ele tem uma daquelas vozes que vem mesmo de dentro, que é profunda e masculina, que parece sair do peito e é forte e sonora até num sussuro sem chegar a ser incómoda ou alta. No entanto, realmente para cantar ele não tem jeitinho nenhum e o próprio o admite! Mas para escrever.... Ai! O homem é um mestre! Adoro as letras das músicas dele.
Eu adoro música e gosto especialmente se puder cantar junto. Cantar (embora muito mal) é um dos meus escapes e faço-o frequentemente no carro. Sozinha, claro! Para que é que eu ia sujeitar alguém a tamanha tortura?! E com o rádio bem alto para nem eu me ouvir muito bem! hihihi!!!

De qualquer forma, sou desligada o suficiente para raramente saber os nomes das músicas e até dos cantores de que mais gosto... Sou de pancadas! E às vezes até acontece eu só descobrir uma certa música anos depois de ela fazer sucesso ou ser lançada. Recentemente apaixonei-me por esta. Que letra magnífica! Chama-se Beijo:
[Se calhar convém parar aquela outra ali do lado, antes de clicar no play desta :)]



Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.


Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.


Pedro Abrunhosa - Voz, piano, contrabaixo.
Paulo Pinto - Guitarras.
Ian Humphries - Violino.
Charles Mutter - Violino.
Nic Pendelbury - Viola.Philip Sheppard - Violoncelo.

Fim de semana atribulado!

O fim de semana passado foi bastante quente e atribulado e a semana começou ainda mais atribulada que esses dois dias de suposto descanso.

No Sábado de manhã resolvemos ir até à praia. chegámos lá cerca das nove da manhã e saímos ainda não eram onze. A água do mar estava tão gelada que até fazia doer e o calor na areia era insuportável! A piscina aguardava-nos, muito mais agradável!
Depois do almoço e das quase duas horas de sesta do Bé voltámos para a piscina porque era só isso que apetecia fazer com esta vaga de calor. Havia por lá outros vizinhos já à espera da nossa chegada, inclusivé uma companheira de brincadeiras para o Bé.
Pela primeira vez em três anos o Bé resolveu pregar-nos um susto na piscina e atirou-se para a água sem o colete! A história completa deu um post no blog dele.
No Sábado à noite chegou o meu mano! Fiquei tão contente! É raro ele vir cá porque vemo-nos todos os meses quando vamos nós lá a Lisboa. Gostei mesmo de o ter, mesmo que fosse só por um dia. Adoro o meu irmão de paixão! Ele fica todo atrapalhado, mas eu que já aprendi a lição digo-lhe sempre: amo-te muito, mano! Uma das coisas que me agrada bastante também é que ele sempre me tratou por "mana". Outros irmãos haverá que se tratam pelos nomes próprios mas eu sou especial... Sou "Mana"! Sempre. :D

Domingo de manhã fomos dar uns mergulhos na piscina (o meu mano não é muito de praia) e lá estivémos na brincadeira até por volta das dez e meia, altura em que saímos para ir às compras. Temos que decidir qual vai ser a nova cadeira, para o carro, do Bé porque ele já está a querer ultrapassar o escalão daquela que temos.

Quando chegámos ao carro tivémos uma desagradável surpresa: então não é que nos roubaram o espelho retrovisor do lado do condutor?! Isto só a nós, realmente! Lá se vão quase 30€ para colocar um novo, felizmente não estragaram nada e não tenho que comprar o suporte completo, é só o vidro mesmo! Esta é a parte chata do verão no Algarve: junto com os turistas vêm os que se querem aproveitar da confusão e do aumento populacional de gente desprecavida...
Enfim... Adiante.

Almoçámos uma bela sardinhada com a minha sogra, que daí a umas horas foi ter connosco lá a casa para irmos todos... claro! Adivinharam: prá piscina! lol
Com aquilo que pagamos de condomínio todos os anos, mais vale aproveitá-la bem! :D

Jantámos todos juntos e depois do jantar o meu mano foi embora de volta para Lisboa e a minha sogra seguiu também para a casa dela.

Só hoje faço este post porque a minha semana começou ainda mais atribulada e atarefada que o normal. Muito mais!

O fim do mês traz-me sempre mais trabalho: é o fecho do mês, a contabilidade, a facturação, etc, etc... No entanto, desta vez trocaram-me as voltas e passei os dois últimos dias do mês a trabalhar furiosamente para um único cliente! Vocês não podem imaginar a trabalheira! Quando cheguei ao fim do dia de ontem nem queria acreditar que tinha conseguido acabar tudo o que me tinham pedido... E sem interromper as férias do chefe! Weeeeeeeeee! When I'm good, I'm very good! Hehehe!
Agora é recuperar o tempo perdido e acelerar na contabilidade que Agosto é mês de IVA!

28 julho 2007

Shhhh!...

Silêncio!
Escutem...

Não estão a ouvir? Como é possível?!

Óh! Lá está ela outra vez!

Mishka... Mishka...
Está mesmo a chamar por mim!

'Bora?!...

23 julho 2007

Parabéns, meu filhote!


Três aninhos!
*suspiro de mãe babada!

21 julho 2007

Parabéns, amor!!!

34 aninhos e tantas coisas boas na vida!

Vamos... Celebrar?
;)Foto: Pedro Moreira

Ditos...

Não sei quem disse mas... Concordo plenamente!

Salve a Terra...
É o único planeta com chocolate!


hihihi

20 julho 2007

Mais um, avó...

Este post começava assim, no dia 27 de Junho:
Tenho vindo a adiar este post já há uns dias... Custa-me fazê-lo mas também não quero deixar esquecer...

Mas agora, tenho que o corrigir para:
Tenho vindo a adiar este post há umas semanas... Tem-me custado mais do que esperava escrever o que me vai na alma acerca Dela. Escrevo: emociono-me. Penso, divago: emociono-me, recordo e não consigo manter as lágrimas guarda
das. Têm vontade própria, as sacanas! É fácil e feliz recordar, o complicado é olhar para o que foi em tempos e o que é hoje em dia.

Quando era miúda vivi muitos anos com os meus avós. O meu avô era sapateiro e trabalhava em casa e a minha avó sempre a conheci doméstica. Tenho poucas memórias do meu avô, que tanto amo. Lembro-me de ser ele a ensinar-me as primeiras letras, lembro-me do sorriso dele, de uma vez que se zangou comigo porque eu não soube fazer correctamente um trabalho de casa que consistia em fazer um círculo azul à volta dos números ímpares e um vermelho à volta dos pares. Eu gostava de fazer os "trabalhos" e os desenhos sentada num escadote... :D Sim, a fazer de mesa ficava o último degrau, o mais alto e mais largo e eu sentava-me num dos debaixo, com os pés pendurados do lado de dentro do escadote. Que ginástica! lol Nesta posição podia escrever e desenhar e observar o meu avô a trabalhar. Lembro-me de ele me levar à fisioterapia (não sei se seria todos os dias ou só umas quantas vezes por semana), à natação na piscina do Benfica (SLB! SLB! SLB!), ao parque... Morreu ainda não devia eu ter 10 anos... Com a doença que mais o aterrorizava: cancro. Na cabeça. Não sei pormenores. Nunca mos contaram. Até há pouco tempo eu nem sabia que tinha sido a "coisa má" a levá-lo. E recordo-me daqueles últimos meses em que tivémos lá em casa uma cama de hospital, em que lhe dei a alegria de já saber ler os nomes e números de telefone da agenda dele, uma vez que ele caíu e eu fui a correr chamar a vizinha Eliza porque não havia mais ninguém em casa (guardei este segredo, avô, como me pediste, durante muito tempo), outra vez em que fugi para a cama dele porque vi um rato fugir da minha! :-DMeus avós com o meu primo Hugo em Dezembro de 1981

E lembro-me do dia maravilhoso que passei em casa da tia que morava ao lado do Jardim Zoológico, cheio de brincadeiras e pequenos mimos... O dia em que regressei a casa para já não te encontrar.

Desculpem, não era para falar do meu avô que comecei este post, era para falar da minha avó.

Como eu ia dizendo, morei com os meus avós muitos anos, desde que me lembro de ser gente até à entrada na adolescência e um pouco mais além. Fiz muitas vezes o caminho a pé desde as Portas de Benfica até à praça de Benfica, todos os dias lá íamos as duas às compras, ou pelo menos sempre que eu não era impedida pela fisioterapia ou pela natação ou por alguma consulta de ortopedia, ou pelas viagens a Espanha para ir ao especialista... Enfim!

Estiveste sempre lá, avó. Depois do avô morrer os meus pais não quiseram deixar-te sozinha e lá nos mudámos todos para a tua casa. Passávamos os dias juntas, ias levar-me o lanche à escola primária, lembras-te? Compravas-me sacos de tremoços que eu devorava lendo em cima da cama e ralhavas comigo até à exaustão para eu ser mais arrumada. Desculpa decepcionar-te... Acho que nunca serei arrumada! Compreende, avó, quando eu arrumo tudo nunca mais encontro as coisas!!!

Fazias bolos sem precisar de receita ou de batedeira eléctrica e eu adorava lamber a tijela da massa! Gravitava em volta de ti até tu ma dares e eu me lambuzar toda! Gostavas de juntar os netos lá em casa e fazias quase sempre esparguete com carne para todos! Todos gostávamos imenso desses dias e dessas refeições. Lembras-te do primo Pedro meter a ponta do fio de esparguete na boca, os dedos indicadores a rodar nos ouvidos e sugar o esparguete para dentro da boca!?!! Ríamos tanto! Lamento informar-te que também não sou boa cozinheira como tu, mas faço muito bem o tal esparguete com carne! E gosto muito de fazer bolos e doces! Só não me peças para cozinhar que dá barraca...

Dizias que "a mulher quer-se pequenina como a sardinha", ou não fosses tu de tamanho "portátil" e andavas sempre connosco "a nove". Quando o meu pai te picava cumprimentando-te com um "olá, velha" respondias automáticamente "velhos são os trapos!". O teu único produto de beleza facial era o sabão azul e branco e quando chegaste aos setenta e todos se enganavam na tua idade achando sempre que não poderias ter um dia a mais que os sessenta, rias, orgulhosa. Para o provocar, sempre que te perguntavam a idade, respondias "que idade me dá?". Vaidosa! Sempre foste vaidosa, eras uma mulher bonita e tinhas orgulho nisso, assim como tinhas orgulho em ter os teus filhos sempre limpos e arranjados, e isso também se reflectia na tua mania das limpezas que tanto me irritava, pois tinhas muita vaidade na tua casa. O teu passatempo eram as tuas plantas. Na varanda grande tinhas uma floresta domesticada e tratavas todas as tuas plantas cantando. Se alguém tivesse um planta em mau estado, quase morta até, só precisava de ta entregar por uns tempos. Não sei que toque mágico teriam as tuas mãos, mas não havia planta que te morresse!

Chegou a adolescência... embirrávamos por tudo e por nada. Discutíamos a todas as horas... Eu era impossível e tu eras intransigente. Acabámos por sair de tua casa e voltar para a nossa. Moraste sozinha ainda durante vários anos.

Desta época lembro-me de ter saudades dos cheiros da tua casa, do cheiro e sabor do café de cevada acabado de fazer, das malas à porta para ires passar um fim de semana connosco ou as férias de verão. Lembro-me da tua felicidade quando te oferecemos uma televisão para o teu quarto... É imagem que não há tempo que ma apague da memória: a minha avózinha, aos pulinhos a rir e a bater com as mãos na cabeça! Tão feliz!

Todos os anos, no teu aniversário (a 3 de Outubro) a família se juntava toda: Os teus cinco filhos (o meu pai e as quatro irmãs) com os respectivos maridos e esposa e os teus oito netos. Mais recentemente juntavam-se à festa as namoradas e namorados destes últimos. Era uma alegria! Uma mesa cheia e a família toda junta, as conversas, os risos, os presentes, a tia Isabel que era sempre a última a chegar mesmo quando a enganávamos no horário a cumprir!...

Um dia caíste na farmácia e partiste um braço. Nunca mais foste a mesma. Sucessivamente descobriu-se a depressão, a má alimentação, a anemia, as perdas de memória, a falta de equilíbrio...

Já não podias morar sozinha e, mais uma vez, foi connosco que ficaste. Agora em casa dos meus pais, recuperaste lentamente da trombose que te tolheu alguns movimentos.

No início do ano passado o avc.

Dias e dias no hospital.

A família em polvorosa.

A dor, o medo de te perder.

Corri para Lisboa assim que possível e fui-te ver. O lado direito do teu corpo ficou paralisado. Já não podias andar e a tua mente ficou confusa. No início nem sempre nos reconhecias. Chamaste-me pelo nome da minha mãe várias vezes. Não estavas no 'agora', mas antes no 'ontem'. Sentada numa cadeira de rodas, ouviste-me dizer-te pela primeira vez aquilo que já sabias: Com os olhos rasos de lágimas, disse-te: amo-te, avó. Amo-te muito. E prometi-te que nunca deixaria de te visitar sempre que fosse a Lisboa.

Tal como o meu avô, a ti também acabou por te acontecer o que mais temias: Tiveste que ir para um lar. Não imaginas o que isso me custou, o quanto chorei por ti, como procurei desesperadamente encontrar outra solução. As horas que passei ao telefone com primas e tias, todas procurando o mesmo! As vezes que tive que encostar o carro para me deixar ir nas lágrimas, sozinha, para ninguém sofrer comigo. Não imagino como isso te custou mas via a tristeza no fundo dos teus olhos, ainda misturada com a esperança de voltares a andar e a sair dali.

Sempre que te visito recordo a lição que ainda me ensinaste e lembro-te: Amo-te avó, amo-te muito. Não te esqueças!

Depois de meses de massagens e fisioterapia, com uma trombose pelo meio, tornou-se claro que não voltarias a andar... Que não voltarias a viver fora do lar. Mais uma decisão difícil se impôs: a tua casa. A tua casa de tantas décadas, onde acabaste de criar os teus filhos, onde me criaste a mim, onde viste nascer todos os teus netos, onde morreu o avô... Era uma casa alugada e estava abandonada e a dar despesa há muito tempo. Concordaste, infeliz, e teve que ser. Uma vida em objectos queridos foi espalhada pela família, o mobiliário que não cabia nas casas há muito completas dos teus filhos e netos foi doado a uma instituição. Ao menos assim ajudámos alguém necessitado.
Entregámos a casa ao senhorio e mais uma vez, não tenho o poder de imaginar o que te doeu, apesar de não veres, perder a tua casa. A mim doeu mais do que esperava e só morei lá alguns anos, há tantos anos atrás! Eu fui lá, avó, sabias? Eu estive lá a ajudar a limpar e também trouxe para minha casa algumas das tuas coisas. O nosso quadro preferido, lembras-te qual era? Sim, o dos cavalos que estava na tua sala. Está agora na minha e continua a ser um preferido, desta vez do meu filho. Foi ele quem decidiu que o quadro vinha connosco! Dizem que não há coincidências... Fiquei também com outras coisas preferidas: uns copos, umas jarras, coisas assim... o esquilo de vidro oco que não serve para nada mas trás boas recordações, o serviço de chá dos passarinhos que só usavas em ocasiões especiais... Nada de valor mas com tanto valor para mim!

E agora...

Outro avc.

Do lar chamaram o INEM, nem chegaste a ir para as urgências. Já não havia nada a fazer.

Nesta última visita encontrei-te acamada, o corpo tolhido e imóvel, o olhar triste, tão triste... conseguia ver o esforço que fazias para nos sorrir e o sorriso triste que ofereceste às diabruras do teu bisneto. Oh, avó! é tão infinitamente triste esperar pela morte assim! Que será que tu tens ainda para fazer cá, nesta vida? Qual é o objectivo deste sofrimento?

MORRE! Quero que morras! NÃO! NÃO MORRAS... preciso de ti!
AMO-TE, AVÓ. AMO-TE TANTO! AMO-TE TANTO, TANTO!!!

Não te esqueças que te amo e perdoa-me não to ter dito mais cedo. Pelo menos isso eu aprendi: Não tenho vergonha de dizer "amo-te" às pessoas que me são importantes, e é dizê-lo agora para não o lamentar se um dia chegar a ser tarde demais. Perdoa-me as diabruras, as tristezas e desilusões e deixa-me agradecer-te por teres sido minha avó.

Obrigado, Avó.

Querida, Avó...



Oh! Este post está longo demais, triste demais! Se ainda te lembrasses como se lê já me estavas a ameaçar com a colher de pau! :-)

10 julho 2007

Miúda!!!

O meu filho chama-me "pinxeja" (cada vez que visto saias).

O meu marido chama-me "amor" (todos os dias).

O meu Zézinho chama-me "linda" (quando se lembra).

Os meus amigos chamam-me. (ponto)

E hoje, um cliente chamou-me "miúda"!



Heheh C'a fixe!

LOL



Editado para acrescentar:
A minha querida Mana Su bate aos pontos o resto da malta porque me chama... (drums please).... "Miúda Gira"!!!